
Transferindo Arquivos de Imagens
Neste ponto, chegamos, na prática, ao que mais interessa ao
fotógrafo: feita a foto, como transferi-la para o computador, tratá-la e
otimizá-la, através de algum software e depois armazená-la, para preservá-la,
adequadamente.
Existem diversos modos de transferir as imagens de uma câmera digital, para um
computador. O menos recomendado é através da porta serial, por ser um processo
de comunicação muito lento e não muito confiável. Consideramos que o modo mais
prático, é usar uma câmera com a saída USB conectada diretamente ao computador.
Funciona de um modo bem simples: basta instalar o drive da câmera no sistema
operacional, depois é só conectar a câmera na porta USB através de cabo
apropriado que já vem com a câmera. Surge um menu de transferência na tela, ou o
cartão de memória da câmera aparece como se fosse mais um disco de armazenamento
do computador, sendo-lhe atribuído uma letra. Por exemplo, se o seu computador
tem o disco rígido como C: e o CD-ROM como D:, a câmera, uma vez acoplada,
surgirá como E:
Assim, bastará clicar sobre o ícone de E: para acessar o cartão da câmera
diretamente no computador. Depois basta selecionar e arrastar os arquivos de
fotos, como se faz para copiar ou mover arquivos entre pastas do Windows, por
exemplo, para transferir as fotos para o disco rígido. Existem, ainda, diversos
dispositivos leitores de cartão, que são conectados ao computador. Neste caso, o
cartão da câmera é inserido no dispositivo leitor, que faz a transferência para
o microcomputador. Esses leitores de cartões, são relativamente baratos e podem
permanecer conectados ao computador, a espera da hora em que serão utilizados. A
principal vantagem do leitor de cartões, além da rapidez de leitura, é a
economia das baterias da câmera.
Nunca é demais lembrar: não deixe as suas fotos armazenadas no computador.
Qualquer problema com o micro, pode danificar suas imagens ou mesmo, perde-las,
para sempre. Faça backup, gravando-as em CD/DVD, sem esquecer de identificá-las
corretamente.
Quando estamos falando de imagens digitais num computador,
existem dois caminhos a serem tomados para quem quer lidar com fotografia:
organizar as imagens de modo a encontrá-las facilmente, ou seja, criar uma
espécie de álbum de fotografia virtual, e saber como tratar as imagens para que
estas fiquem otimizadas, tanto para visualização como para impressão. Comecemos
pela organização das fotos: logo que você começa a trabalhar com imagens
digitais, vai se deparar com o problema de como encontrar rapidamente aquela
fotografia do aniversário de seu filho. Ou das últimas férias. Se num álbum real
a gente logo reconhece as fotos enquanto vai folheando as páginas, no computador
a coisa é um pouquinho diferente. Mas, vale a pena aprender a organizar os
arquivos de imagens, evitando o caos generalizado e até a perda acidental de
importantes imagens que não podem ser refeitas.
Quem está acostumado a organizar seus arquivos de texto ou outro tipo qualquer
já tem noção de alguns princípios de organização. Normalmente a gente adota
pastas com os nomes adequados para cada assunto, e vai colocando os arquivos
pertinentes dentro de cada pasta.
Recomendamos o mesmo sistema para fotografias. Independente do software de
catalogação que você possa adotar, por princípio sempre é bom ter um sistema
pessoal de organização em seu computador independente de softwares.
Existem inúmeros softwares para gerenciar imagens num computador. Alguns
interessam apenas a amadores, que se limitam a visualizar pequena quantidade de
imagens na tela, outros são projetados para profissionais, permitindo gerenciar
extensos bancos de imagens por palavras-chave, inclusive por meio de servidores
na Internet. Existe um ótimo software gratuito, chamado de Picasa, que pode ser
baixado do site do Google. O programa é muito bom e fácil de operar.
E se você quer levar mesmo fotografia digital a sério, outra recomendação
fundamental é adquirir um gravador de CD/DVD-ROOM. Assim, é possível armazenar
uma grande quantidade de imagens, mesmo em alta resolução, gravando-se em CD/DVDs.
A tecnologia disseminada do CD-ROOM, chegou a um estágio, bastante atraente de
custo/benefício, onde a midia CD sai mais barato do que os antigos e frágeis
disquetes magnéticos

Fotografia Digital, a Democracia da Imagem
Espero, que as dicas, que estou disponibilizando, neste site, possam lhe ajudar a aprimorar a qualidade das suas fotos. A grande maioria das pessoas, fica envergonhada em mostrar suas fotos, com receio das críticas ou das gozações. O argumento: "não repare na qualidade das minhas fotos, pois eu não sou fotógrafo", é uma grande bobagem! Claro, que quem faz fotos, o faz, porque gosta e não porque vive disso. Ninguém tem obrigação de ter conhecimentos profundos de um profissional da fotografia! Ao mesmo tempo, quem fotografa de forma amadora, pode perfeitamente fazer fotos com qualidade. Basta aprender alguns truques e macetes, para melhorar a qualidade das fotos de seus passeios ou do seu cachorrinho de estimação. É essa, a minha intensão, ao transmitir para o fotógrafo amador (amante da fotografia), os conhecimentos básicos para se obter ótimas fotos. Vamos lá? Olha o passarinho! A fotografia digital é uma evolução recente da fotografia e é a primeira grande revolução, em mais de um século de existência. Surgiu com o advento do computador, que trouxe todo um mundo novo de possibilidades e de mudanças para a sociedade moderna. Na verdade, foi a pesquisa espacial a responsável pelo surgimento da fotografia digital, devido a necessidade de um sistema que enviasse imagens capturadas por sensores remotos e transmitidas através das ondas de rádio, para a Terra. No campo da fotografia, as transformações estão ocorrendo de forma radical, possibilitando que as imagens não sejam mais necessariamente registradas através de processos químicos, mas sim por meio digital, ou seja, capturadas por câmeras fotográficas equipadas com sensores e interpretadas em termos de números binários pelo computador. Em seguida, a imagem digital pode ser transferida para a memória do micro e exibida no monitor, para posterior edição e impressão, ou ainda para ser impressa diretamente através de uma conexão entre a câmera digital e impressoras que reconheçam os arquivos de imagens digitais. Embora as câmeras fotográficas digitais ainda sejam novidade em termos tecnológicos, isso não quer dizer que a fotografia digital ainda esteja na infância, muito pelo contrário. Mesmo que a maioria dos fotógrafos (amadores ou profissionais) ainda resista a fotografia digital, e independentemente das limitações que ainda cercam este equipamento, as câmeras digitais são com certeza o futuro da fotografia, e é apenas questão de tempo sua plena aceitação pela totalidade dos usuários. Na realidade, está cada vez mais difícil distinguir, uma vez impressa, uma fotografia tirada por uma máquina 35 mm tradicional utilizando filme fotográfico de uma imagem produzida por uma câmera digital – a única diferença substancial ainda é o custo dos equipamentos digitais mais sofisticados de última geração. A verdade é que as câmeras digitais estão incorporando controles sofisticados e até mesmo novidades jamais sonhadas pelo fotógrafo tradicional, como o benefício de se ver no mesmo instante se a foto ficou boa ou não, apaga-la se não estiver satisfeito, refazê-la quantas vezes forem necessárias até que seja aprovada... É claro que existem câmeras digitais mais populares e preço final baixo. Nesses modelos, a qualidade de imagem, até bem pouco tempo, era limitada e a falta de controles manuais são um problema (para fotógrafos experientes), mas tudo é questão de custo-benefício, e do que o usuário pretende extrair de sua máquina fotográfica.

A Qualidade da Imagem
Existem diversas câmeras de baixo custo e recursos equivalentes, que se refletem não apenas na simplicidade de uso, para fotógrafos inexperientes, mas também na simplicidade da fotografia digital gerada. Assim como existem as câmeras extremamente sofisticadas, cheias de recursos manuais (regulagens de sensibilidade à luz, abertura prioritária de diafragma, velocidade de obturador, etc), adequadas para os profissionais e amadores avançados. Contudo, o ponto fundamental, para simplificarmos, na tecnologia de uma câmera digital, é a sua capacidade de resolução da imagem. Para entendermos isso, vamos examinar como as máquinas fotográficas digitais capturam a imagem. Fugindo do sistema das câmeras tradicionais que utilizam filmes para gravar e armazenar uma imagem, as câmeras digitais usam um componente chamado sensor de imagem. Trata-se de chips de silício de pequeno tamanho, também conhecidos como CCD (Charge-Coupled Device), que contém diodos fotossensíveis, ou fotocélulas. No curto espaço de tempo em que o obturador é aberto, cada foto-célula grava a intensidade ou brilho da luz que a atinge por meio de uma carga elétrica; quanto mais luz, maior a carga. O brilho gravado por cada foto-célula é então armazenado como uma série de números binários que podem ser usados para reconstruir a cor e o brilho dos pontos da tela ou da tinta que imprimirá a imagem.

Revitalizando Álbuns de Família
Quantos de nós, possuímos gavetas, pastas ou mesmo caixas de sapato, lotadas de fotografias, familiares ou de viagens, em sua maioria esquecidas e totalmente desorganizadas? Certo dia você lembra de uma ocasião especial, recorda ter alguma foto daquele momento ou lugar, quer ver ou mostrar a alguém, mas como encontrar a foto? Pois é! A maioria das pessoas tira montes de fotografias para depois abandoná-las. Com a fotografia digital isso muda radicalmente, já que as imagens são facilmente inseridas em arquivos de texto, e-mails ou mesmo páginas da Web, além de poderem ser impressas em impressoras caseiras (impressoras jato de tinta já oferecem ótimos resultados), ou mesmo em papel fotográfico tradicional processados em laboratórios que trabalhem com arquivos digitais. Assim, fica muito fácil mostrá-las e compartilhá-las com outras pessoas. Por outro lado, é possível resgatar velhos álbuns de família esquecidos em gavetas, amarelando e se estragando com o tempo. Se as imagens que eles contém forem escaneadas, podem ser recuperadas (e também as memórias que evocam), e depois apresentadas do mesmo modo que as novas fotos digitais. Sem falar da vantagem de que, enquanto fotos e negativos perdem cor e nitidez com o tempo, um arquivo digitalizado é perene (não esquecendo que devem sempre ser feito back-up em CDs/DVD's ou mesmo, discos rígidos, para segurança e preservação das imagens). Existem ainda, softwares que simulam álbuns tradicionais de fotos na tela do computador, permitindo assim organizar e apresentar as imagens com facilidade.

O Tamanho da Imagem
Como já sabemos, a qualidade da fotografia digital, tanto impressa como a apresentada na tela, depende principalmente do número de pixels utilizados para criar a imagem. Esse fator, também é conhecido como resolução. Esse número é determinado pela quantidade de fotocélulas existentes no sensor de imagem da câmera. Algumas câmeras usam o artifício de acrescentar pixels “artificiais”, inflando o tamanho da imagem, mas na prática isso não significa melhor imagem, apenas aumenta o tamanho da imagem em detrimento da qualidade. Quanto mais fotocélulas e conseqüentemente mais pixels, melhores serão os detalhes gravados e mais nítidas as imagens. Se alguém ampliar e continuar ampliando qualquer imagem digital, chegará um momento em que os pixels vão aparecer multifacetados. Esse efeito se chama pixelização. Portanto, quanto mais pixels existirem em uma imagem, mais ela aceitará ampliações com qualidade; quanto menos pixels, menor a ampliação possível. Como funciona o artifício de acrescentar pixels “fantasmas”, artificiais, na imagem, para simular maior resolução? Como o leigo pode distinguir entre a realidade e a ficção no mundo dos pixels e das câmeras digitais? Acontece que existem dois tipos de resolução, a ótica e a interpolada. A resolução ótica é o número absoluto de pixels que o sensor da imagem consegue capturar fisicamente durante a digitalização. Ou seja, corresponde exatamente à realidade. Contudo, por meio de software incorporado na câmera (qualquer programa editor de arquivos de imagem também pode fazer isso), é possível “acrescentar” mais pixels fictícios, num processo chamado “interpolação”. Para isso o software avalia os pixels ao redor de cada pixel que o cerca, para “imaginar” como deveria ser um novo pixel vizinho em termos de cor e brilho. O que na prática nunca funciona - as imagens assim geradas apresentam geralmente inúmeras deficiências. O importante é ter em mente que a resolução interpolada não adiciona nenhuma informação à imagem – só acrescenta pixels que fazem o arquivo ficar maior. A qualidade final da fotografia fica geralmente comprometida. Contudo, como toda regra tem sua exceção, em nível de software hoje em dia já existe um que realmente consegue a façanha. Ele não “imagina” nada. Realmente cria pixels que funcionam. Só que não está embutido em nenhuma câmera digital, é vendido somente para instalação em computadores - este incrível software, é o Genuine Fractals. Alguns fabricantes de câmeras digitais já estão distribuindo cópias “lights” deste software especial junto com suas câmeras, como a Nikon. Um lembrete: fotografando, se aprende a fotografar. Fotografe!

O Sensor das Câmeras Digitais
Quando o obturador se abre, ao invés de sensibilizar um filme, na câmera digital ele deixa passar a luz para sensibilizar o sensor de imagem – um dispositivo eletrônico em estado sólido. O sensor de imagem contém uma grade de pequenas fotocélulas, dispostas em camadas. Conforme a lente foca a cena no sensor, algumas fotocélulas gravam as luzes mais fortes, outras as sombras, enquanto outra camada grava os níveis das luzes intermediárias. Cada célula converte então a luz que cai sobre ela numa carga elétrica. Quanto mais brilhante a luz, mais alta a carga. Quando o obturador fecha e a exposição está completa, o sensor recorda o padrão gravado e os vários níveis de carga são então convertidos para números binários que são usados para recriar a imagem digital. Uma vez que o sensor tenha capturado a imagem, esta precisa ser convertida, ou seja, digitalizada, e depois armazenada no dispositivo de memória. A imagem gravada no sensor não é lida de uma vez, mas em partes separadas. Existem dois modos de se fazer isso – usando escaneamento interlaçado (interlaced) ou progressivo. Num sensor de escaneamento interlaçado, a imagem é inicialmente processada por linhas ímpares, depois por linhas pares. Este tipo de sensor é freqüentemente utilizado em câmeras de vídeo porque a transmissão de imagens na TV é interlaçada. Num escaneamento progressivo, as as colunas que compõem a imagem são processadas, uma após outra, em seqüência.

Cuidado com as Baterias
As baterias das câmeras digitais merecem todo o cuidado, dispensado à máquina fotografica. Evitar as quedas, que podem estraga-las, é um desses cuidados. As baterias se esgotam mais rápido em temperaturas baixas, então, é preciso se lembrar disso, quando fotografar durante o inverno e não ser pego de surpresa. Prefira as baterias ou pilhas recarregáveis, que apresentam maior capacidadede de carga, do que as pilhas alcalinas comuns. Quando submeter as baterias ou pilhas a uma nova recarga, esperar o tempo correto, quando o carregador indicar que a carga está completa. Evite misturar pilhas recarregáveis, de marcas ou amperagem diferentes, quando for coloca-las dentro da câmera. Quando a câmera fotográfica for guardada por um período muito longo, é aconselhável retirar as pilhas ou a bateria, pois estas podem se esgotar e até vazar, estragando os circuitos elétricos da sua máquina. É aconselhavel, ter um jogo de bateria ou pilhas de reserva, pois, não é nada agradável ficar sem carga, durante um passeio fotográfico. Seguindo estes cuidados básicos, as suas pilhas ou baterias podem durar muitos anos. Boas fotos!
Obs: para consultas, tirar dúvidas, fazer sugestões ou apenas comentários,
envie uma mensagem, utilizando o formulário de
contato. |
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Formatos Usados nas Câmeras Digitais
Praticamente todas as câmeras digitais salvam as fotos no formato
JPEG, embora algumas poucas (as mais sofisticadas) também o façam em TIFF.
Algumas ainda salvam no modo original em que capturam a imagem, também conhecido
como formato RAW (palavra que significa cru, natural, matéria-prima). Vamos
conferir as principais características de cada um desses formatos.
JPEG
O formato JPEG (Joint Photographic Experts Group), no Brasil chamado de “jota-peg”,
é um dos mais populares, principalmente para exibição de fotos na Web. Ele tem
duas características importantes: a primeira, é que o JPEG utiliza um esquema de
compressão que sofre perdas, mas o grau de compressão (e conseqüente perda de
qualidade) pode ser ajustado. Em resumo, muita compressão, muita perda, pouca
compressão, pouca perda.
A segunda é que este formato suporta 24 bits de cores. Já o formato GIF, o outro
tipo de arquivo muito utilizado na Internet suporta apenas 8 bits.
Um detalhe importante: se uma foto em JPEG for aberta e depois salva novamente,
cada vez que é salva torna a ser comprimida, o que gera mais perda. Portanto, a
perda de qualidade é cumulativa. Para evitar que uma imagem vá se deteriorando,
deve-se abri-la e tornar a salvá-la o menos possível. Uma recomendação quando se
trabalha com imagens em JPEG é salvar um original em TIFF (formato sem
compressão como veremos adiante), e sempre que for necessário trabalhar nesse
formato, para somente no momento de enviar a foto ou disponibilizá-la por outros
meios (como a WEB) gravar a imagem em JPEG.
Em termos práticos, quando se utiliza o formato JPEG, que é praticamente o
padrão utilizado pelas câmeras digitais por causa do problema de falta de espaço
para armazenamento de arquivos, na primeira vez em que o arquivo é aberto a
perda é quase imperceptível em relação a uma mesma foto salva sem compressão.
Contudo, se a mesma imagem for sendo editada, aberta e novamente salva,
consecutivamente, vai chegar um momento em que a perda será notável.
O formato de imagem JPEG pouco tem mudado desde que surgiu. Contudo,
recentemente se trabalhou num novo projeto de formato JPEG pelo Digital Imaging
Group (DIG).O novo formato JPEG tem 20% a mais de compressão com menos perda de
qualidade, ou seja, ficou ainda melhor.

Diferença Entre Câmeras Tradicionais e Digitais
Para qualquer pessoa acostumada a fotografar com as máquinas fotográficas tradicionais, o uso da câmera digital, apesar de incorporar novidades, não exige muito esforço para a adaptação. Vamos examinar e relacionar as principais semelhanças e diferenças: - Nas câmeras digitais não se utilizam filmes, e sim um cartão de memória para armazenamento das imagens. Esse cartão permite que se grave, copie e apague (delete) arquivos de imagens. - O flash funciona quase como na câmera comum e dependendo do modelo da câmera digital, pode vir embutido no corpo e/ou utilizando um flash externo através de conexão por sapata ou cabo conector. - As câmeras digitais, além de um visor idêntico às das máquinas fotográficas tradicionais, incorporam talvez a grande novidade, que é um visor com tela de cristal líquido (LCD) localizado na parte posterior do corpo da câmera. A principal vantagem é que o fotógrafo vê a imagem exatamente como ela será fotografada. É preciso cuidado com o visor ligado, o tempo todo, pois ele acaba rapidamente com a carga da bateria. - As objetivas são muito semelhantes, mas na fotografia digital muitas câmeras incorporam o recurso de zoom digital, além do zoom ótico. Acontece que o zoom digital é irreal, é uma aproximação, ou, melhor ainda, uma ampliação gerada por software. Isso resulta numa imagem imprecisa e de cores inconsistentes. De qualquer modo, mais tarde, através de softwares editores de imagens pode-se ampliar qualquer parte da imagem, dependendo da qualidade da captura da foto. - Os ajustes de foco, velocidade de obturador e abertura de diafragma, nos modelos de câmeras digitais amadoras, são quase totalmente automáticos. Contudo, nas câmeras digitais mais avançadas, pode-se regular não apenas cada um desses itens individualmente, mas também estabelecer sensibilidade do filme, ou seja, definir se a captura da imagem se dará numa sensibilidade correspondente a 100, 200, 400 ISO (antigamente, denominava-se ASA), e até mais, dependendo da sofisticação do modelo. - Muitas das mais modernas câmeras digitais também incorporam o recurso de áudio e vídeo, ou seja, é possível filmar alguns segundos ou minutos (depende da capacidade de armazenamento do cartão de memória). Também é possível fazer comentários anotações de voz numa imagem. As câmeras digitais, diferenciando-se ainda mais das tradicionais, vem equipadas com um cabo (geralmente USB) para conexão da câmera à um computador, para transferência das imagens. Geralmente incluem, uma ou mais baterias recarregáveis de longa duração, um cabo de áudio e vídeo que pode inclusive ser conectado a uma aparelho de TV ou videocassete, e o cartão de memória onde as imagens capturadas são armazenadas.

Usando o Flash
O flash incorporado às câmeras digitais, apesar de suas limitações, pode ser aproveitado com criatividade pelo fotógrafo amador. Existem basicamente os seguintes modos de uso de flash em câmeras digitais, algumas acrescentam mais ou menos recursos: - Automático neste modo, a câmera faz a leitura da luz ambiente, e se for necessário, dispara o flash para melhor iluminar a cena. - Nunca disparar neste modo de ajuste, a câmera não dispara o flash, mesmo que os sensores tenham detectado iluminação insuficiente. Este é um recurso interessante para se conseguir efeitos especiais em fotos noturnas. Alguns fotógrafos, preferem nunca utilizar o flash, aproveitando a luz ambiente. - Sempre disparar obriga a câmera a disparar o flash mesmo que as medições concluam que há luz suficiente. Este é um recurso bom para melhorar a iluminação de rostos em contra-luz, por exemplo, ou para melhorar o contraste em cenas de pouco contraste. Nessa situação, o flash é utilizado como luz de enchimento. - Redução de olhos vermelhos um recurso da câmera para evitar o chamado efeito de olhos vermelhos que ocorrem às vezes no uso de flash. O flash faz pequenos e rápidos disparos de luz, provocando o fechamento da íris dos olhos das pessoas fotografadas. O Efeito dos olhos vermelhos, acontece quando a luz do flash surpreende a íris em sua abertura maior (devido à pouca luz ambiente), sendo refletida pela retina. O flash colocado, um plano mais alto do que o nível da objetiva (nas câmeras com flash separado), ajuda a eliminar o fenômeno dos horríveis olhos vermelhos.

Enquadrando a FotoFotografia, não é tiro ao alvo! Evite fazer fotos, onde o assunto esteja enquadrado
exatamente no centro do quadro. Isso resulta em uma imagem sem graça, pois não existe um ponto de interesse na foto. Uma imagem composta com demasiados pontos de interesse, também acaba por não atrair a atenção para nenhum deles. Por isso uma composição simples é muitas vezes mais eficiente, para transmitir uma idéia ou sensação, do que uma panorâmica confusa que mostra tudo, em uma paisagem, sem realçar nada. A seleção consciente daquilo que se vai incluir numa fotografia é um passo fundamental para obter um bom resultado. Um fotógrafo tem que ser capaz de organizar aquilo que quer mostrar. Uma forma prática é dividir (mentalmente), o quadro em dua linhas verticais e duas horizontais, em espaços iguais. Nos cruzamentos dessas linhas verticais e horizontais, está o melhor ponto de interesse do assunto fotografado. Isso é chamado de ponto áureo ou regra dos terços e é conhecido desde tempos imemoriais, pelos artistas, pintores e desenhistas. Alguns assuntos ficam melhores, em preto-e-branco, para outros a cor é fundamental e é preciso um modo de cor (p&b/cor/sépia, etc), que a reproduza fielmente. A escolha da objetiva também é importante, pois determina a perspectiva da fotografia: as objetiva de grande angular aumentam as distâncias aparentes e as teleobjetivas reduzem-nas. Todas as câmeras digitais dispõem do recurso do zoom, que proporcionam a aproximação (teleobjetiva) ou afastamento (grande angular), da cena. A rigor, as lentes zoom, são várias lentes em uma só. Em seguida, há que escolher o local a partir de onde se fotografa. Qual será o melhor ponto de vista, ao nível dos olhos, da cintura ou junto ao chão? Depende do que você quer mostrar e qual elemento da fotografia, você quer destacar. Em todas as câmeras podemos ainda escolher a orientação da imagem, na horizontal ou na vertical. Apesar de ser mais fácil fotografar com a imagem horizontal, vale muitas vezes, à pena experimentar a outra opção, pois o ambiente da fotografia resulta muito diferente. Não se deve cometer os erros, de fotografar um edifício, ou uma árvore, com o enquadramento da tela, na horizontal. O mais natural seria a orientação vertical, acompanhando a forma do assunto. Por outro lado, se você que mostrar o mar, a orientação lógica, seria a horizontal.

Cartões de Memória
Agora que já temos uma idéia de como as máquinas fotográficas digitais capturam e salvam a imagem, vamos chegar a um ponto muito importante e crucial: o armazenamento físico das fotos capturadas. Gravar as fotografias, como arquivos de imagem, é uma das tarefas mais difíceis e, ainda, limitantes para o equipamento digital. O problema é que fotografias em alta resolução, com qualidade para ser impressa em tamanhos razoáveis, formam arquivos muito grandes. Este é, de fato, ainda um dos fatores não satisfatoriamente e completamente resolvidos na fotografia digital. Como sabemos, para se tirar 36 fotografias no formato TIFF em alta resolução (o que corresponderia a quantidade de fotos de um filme tradicional), seriam necessários nada mais nada menos que 512 MB de espaço num cartão de memória. Sim, é verdade que já existem cartões dessas dimensões e até de maior capacidade, chegando até os 16 GB (gigabytes), mas que ainda custam muito caro. Para baratear custos, os fabricantes costumam entregar, junto com a câmera, cartões de memória digitais de 64 MB de capacidade. Muito pouco, como se percebe, quando se fala em altas resoluções destinadas à impressão. Contudo, quando a idéia são fotos para a Internet, tipo 640 x 480 pixels, que representam arquivos por volta de 10 kbs, pode-se tirar centenas de fotos num cartão de memória de 64 MB.

Velocidade do Obturador e Abertura de Diafragma
Nas câmeras mais sofistificadas, o fotógrafo pode ter um controle maior, dos seus recursos. Sabemos que, tanto a velocidade do obturador como a abertura do diafragma afetam a exposição (a quantidade de luz que atinge o sensor da imagem), podendo-se controlar a qualidade da imagem, se a foto será mais clara ou escura, mais nítida ou menos nítida, e assim por diante. A velocidade do obturador controla o tempo que o sensor da imagem será exposto à luz e a abertura controla a quantidade de luz que entrará para compor a imagem. O fotógrafo, ou o sistema automático da câmera, pode casar uma velocidade de obturador curta (para deixar entrar luz num período breve), com uma abertura grande (para deixar entrar mais quantidade de luz); ou uma velocidade de obturador lenta (para deixar entrar luz por um período maior) e uma abertura pequena (para deixar entrar menos luz). Em termos técnicos, não faz diferença a combinação usada. Contudo, os resultados não serão os mesmos, daí a magia de se controlar manualmente a câmera, ao invés de deixar ao sistema automático. É controlando de forma criativa essa combinação de velocidade e abertura, que se pode obter as melhores fotografias. A correta combinação de abertura e velocidade contribui para uma maior profundidade de campo. A conjugação desses fatores, e o controle sobre eles, é que fazem a diferença entre fotos medianas e fotografias de grande qualidade. Como vimos, cada abertura de um número f/ determina metade ou o dobro da abertura seguinte (para mais ou para menos). Assim, uma abertura de f/8 deixa entrar metade da luz de uma abertura de f/5.6. Já uma velocidade de obturador de 1/60 s deixa passar metade da luz que uma abertura de 1/30. Se o fotógrafo mudar a regulagem de uma exposição que mostra luz correta (balanceada) de f/8 com 1/30 s para f/5.6 com 1/60, obterá o mesmo resultado técnico correto só que a profundidade de campo muda, assim como o controle dos movimentos portanto, na primeira foto, teremos maior profundidade de campo com menos velocidade, na segunda, o contrário. Quanto maiores as diferenças nos controles, mais dramáticos serão os resultados da foto. Para a fotografia padrão, precisa-se de uma média de velocidade em torno de 1/60 e de abertura f/5.6. Velocidades menores resultarão em fotos tremidas (embora um tripé possa ajudar) e aberturas menores limitarão a profundidade de campo. Uma câmera automática pensa pelo padrão, assim dificilmente se conseguirá fotos espetaculares, com o sistema totalmente automático. - Para os objetos em movimento rápido, será necessária uma velocidade maior para congelar o movimento, embora a distância focal das lentes, a proximidade do objeto e a direção do movimento também afetem a nitidez final da foto. - Para uma profundidade de campo, máxima, com a cena nítida do mais próximo ao mais distante elemento da foto, será necessária uma abertura de diafragma menor, embora a distância focal da lente e a distância em relação aos objetos do cenário também afetem o resultado final.
Atenção: Todas as fotos desta
página são de autoria do fotógrafo Guy Joseph. Os direitos autorais estão
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